O hábito de gerir as despesas diárias sem recurso a planilhas ou registos formais, método conhecido como orçamento mental, tem levado vários cidadãos a situações graves de endividamento devido a falhas profundas na estimativa dos gastos diários, alertam educadores financeiros.
Segundo analistas da área comportamental, o défice de literacia financeira faz com que a população recorra a atalhos intuitivos para simplificar as decisões do quotidiano. Nestes casos, o controlo real sobre os dados do orçamento pessoal acaba por ser totalmente distorcido por impulsos emocionais e pelo acesso facilitado ao crédito.
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A opção frequente por compras a prestações e o uso contínuo de cartões adiam a perceção do custo real das aquisições, gerando uma falsa sensação de estabilidade financeira que culmina em surpresas desagradáveis no momento de liquidar as faturas.
Para conter a chamada inflação emocional, onde o descontrolo decorre do comportamento e não diretamente da subida de preços, peritos recomendam a adoção rigorosa de ferramentas de anotação de receitas e despesas através de um planeamento financeiro estruturado.
