O Presidente do Burundi, Évariste Ndayishimiye, alertou para os impactos devastadores da violência persistente em vários países do continente, sublinhando que a instabilidade militar e a insegurança estão a comprometer gravemente a agricultura, a educação e as iniciativas de desenvolvimento em África.
As declarações foram proferidas no âmbito do Fórum Africano de Alamein, a decorrer no Egipto, um evento que reuniu chefes de Estado, governantes e líderes empresariais da região. Na sua intervenção, o estadista destacou que a permanente ameaça de conflito impede o normal funcionamento do sector agrário e restringe o acesso escolar de milhares de crianças, para além de limitar a planificação e execução de projectos públicos sustentáveis.
Conteúdo Relacionado:
Ndayishimiye manifestou preocupação especial em relação às crises na República Democrática do Congo e no Sudão, cenários que descreveu como verdadeiras catástrofes humanitárias de grandes proporções que exigem atenção urgente.
Paralelamente, o Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, aproveitou a reunião para apelar ao respeito mútuo pelos direitos e interesses entre as nações africanas, no âmbito das tensões ligadas à gestão da água e de recursos naturais do continente. O Egipto mantém diferendos diplomáticos com a Etiópia decorrentes da construção da Grande Barragem do Renascimento Etíope no Rio Nilo.
Al-Sisi defendeu que, embora todos os Estados tenham o direito legítimo de explorar os seus recursos para o crescimento económico, esse exercício deve ser pautado pela responsabilidade social e ambiental, evitando prejudicar terceiros. O evento, focado em vertentes estratégicas como infra-estruturas, comércio e energia, passará a realizar-se bienalmente sob o mandato da União Africana.













