O presidente da RENAMO, Ossufo Momade, defendeu que a consolidação da estabilidade em Moçambique deve ultrapassar o mero silenciar das armas, devendo assentar na justiça social, dignidade, inclusão e no respeito escrupuloso pelos direitos fundamentais dos cidadãos.
As declarações foram proferidas por ocasião da passagem do 34.º aniversário do Acordo Geral de Paz, assinado a 4 de Outubro de 1992, em Roma. Na sua intervenção, o líder partidário sublinhou que a paz genuína pressupõe a criação de oportunidades para a juventude e mulheres, o desenvolvimento comunitário e a garantia da liberdade de expressão sem receio de retaliações políticas.
Segundo a imprensa local, o político frisou a urgência de combater a intolerância e a exclusão, apelando a que as diferenças ideológicas sejam debatidas através de mecanismos institucionais e do diálogo, sem que os opositores sejam tratados como inimigos da nação. Na ocasião, foram também homenageados os combatentes da luta pela democracia multipartidária no país.
Ao analisar os desafios socioeconómicos de Moçambique, o líder do maior partido da oposição apontou entraves persistentes como a pobreza, a elevada dependência de importações de bens essenciais, o desgaste da rede viária e a corrupção nas instituições públicas.
Em relação à situação de segurança em Cabo Delgado, província afetada por ataques terroristas desde 2017, o presidente da RENAMO questionou os custos financeiros associados à presença de forças estrangeiras no país, defendendo a prestação de esclarecimentos detalhados perante a Assembleia da República e a sociedade civil.
Por fim, abordou o impacto das cheias e inundações no país, defendendo políticas públicas de governação mais eficientes e exortando a população, com particular incisividade nos jovens e mulheres, a preservar os valores democráticos e a apoiar a sua formação política nos próximos pleitos eleitorais.













