A Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) organizou uma marcha na cidade de Maputo para assinalar a passagem de dois anos sobre o homicídio de Elvino Dias, jurista e antigo assessor jurídico de Venâncio Mondlane. O cortejo culminou na Avenida Joaquim Chissano, ponto exacto onde o causídico foi assassinado em circunstâncias ainda por esclarecer pelas autoridades judiciais.
A Bastonária da OAM, Thera Dai, liderou a abertura de uma mesa-redonda alusiva à data, na qual afirmou categoricamente que nenhum profissional forense deve ser intimidado ou coagido no cumprimento das suas funções. A bastonária frisou que a dignidade da advocacia depende directamente do apuramento de responsabilidades e da garantia de segurança para os operadores da lei.
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Segundo a liderança da comissão de prerrogativas da agremiação, o silêncio e a ausência de atualizações formais em torno da investigação criminal alimentam a insegurança entre os advogados em exercício no país. A organização reiterou a intenção de manter contacto e pressão institucional sobre a Procuradoria-Geral da República, os órgãos da administração da Justiça e a própria Presidência da República para a resolução do dossier.
O dia 19 de Outubro foi estabelecido pela agremiação como período de reflexão sobre as prerrogativas profissionais. Dados oficiais da entidade indicam que, nos últimos três anos, foram contabilizados 35 episódios formais de violação de garantias e prerrogativas da classe em território nacional, abrangendo impedimentos de acesso a constituintes sob custódia, detenções arbitrárias e agressões físicas.
