A jurista Judite Mahoche Simão acusou Albino Forquilha de se apresentar publicamente como presidente do partido PODEMOS sem possuir a necessária legitimidade estatutária. De acordo com a jurista, a situação induziu em erro diversas personalidades e instituições, incluindo Venâncio Mondlane, o Estado moçambicano e o público em geral.
As declarações foram proferidas na quinta-feira, 15 de Outubro, durante uma entrevista concedida a um espaço de análise da imprensa local. Mahoche, que integrou a equipa jurídica associada à formação política em substituição de Elvino Dias no contexto da crise política de 2024, explicou que decidiu reexaminar os estatutos da organização devido às sucessivas disputas internas.
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Durante a sua intervenção, a jurista sustentou que a análise minuciosa aos documentos normativos do partido revelou a ausência de amparo estatutário para o exercício do cargo por parte de Albino Forquilha. Segundo Mahoche, tanto os colaboradores diretos quanto figuras de relevo político e órgãos estatais foram levados a aceitar uma representação formal sem correspondência estatutária.
A jurista colocou igualmente em causa a validade jurídica de todos os atos praticados por Forquilha no exercício daquela função, sinalizando a possibilidade de existirem irregularidades de natureza criminal. As alegações enquadram-se no debate contínuo sobre a legalidade dos mandatos e a necessidade de cumprimento dos estatutos internos das formações políticas no país.
