A Associação Nacional dos Professores de Moçambique (ANAPRO) defendeu que a exoneração de Samaria Tovela do cargo de ministra da Educação e Cultura, efectuada na quarta-feira, 14 de Outubro, pelo Presidente da República, Daniel Chapo, não soluciona as dificuldades estruturais que afectam o sector da educação no país.
Segundo o porta-voz da agremiação, Marcos Mulima, qualquer remodelação governamental precisa de ser acompanhada por um aumento efectivo do investimento público e pelo cumprimento rigoroso dos compromissos financeiros em atraso com a classe docente.
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Entre as prioridades urgentes apontadas pelos professores estão a liquidação do pagamento de horas extraordinárias, a regularização do subsídio de funeral e a melhoria substancial das condições de trabalho e de infra-estruturas nas salas de aula.
A direcção da ANAPRO manifestou igualmente reservas relativamente à nomeação de Edson Macuácua, anterior secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, por considerar que o novo titular possui um perfil predominantemente político em detrimento de uma componente técnica exigida pelo sector.
A associação alertou ainda que a alteração de titulares na pasta ministerial pode representar uma tentativa de desviar a atenção pública dos problemas de fundo que condicionam o ensino. Perante o novo cenário, o organismo exige que o executivo adopte uma postura de diálogo aberto e apresente soluções concretas para responder às reivindicações pendentes dos profissionais da educação.
