Uma profissional de enfermagem especializada em cuidados paliativos detalhou um conjunto de manifestações físicas recorrentes nas últimas 24 horas de vida de doentes em fase terminal. A iniciativa visa esclarecer e orientar familiares e cuidadores durante o acompanhamento do processo de falecimento.
Segundo a explicação da especialista, a acumulação de secreções nas vias respiratórias superiores é uma das ocorrências mais frequentes. O fenómeno sucede devido à perda progressiva da capacidade de deglutição e de tosse por parte do doente, gerando um ruído caraterístico. Apesar de o som causar apreensão nos acompanhantes, a profissional assegura que o quadro não provoca dor ou sofrimento físico ao paciente.
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Outra alteração relevante incide sobre o padrão respiratório. Nos momentos finais, a respiração tende a tornar-se irregular e mais lenta, intercalada por pausas prolongadas e suspiros profundos. Nesta etapa, a perda de eficiência da oxigenação funciona como um indicador clínico da proximidade do óbito.
A especialista apontou igualmente episódios em que o doente permanece com o olhar fixo e sem foco, frequentemente acompanhado do relaxamento facial. Embora o indivíduo se encontre em estado de inconsciência, a perceção sensorial do ambiente circundante pode manter-se parcialmente preservada.
Ressalta-se que estas manifestações não ocorrem obrigatoriamente em todos os casos, variando conforme a condição clínica de cada indivíduo. A compreensão destas etapas pretende reduzir a ansiedade dos familiares e assegurar um acompanhamento centrado no conforto do doente.













