O líder da oposição, Venâncio Mondlane, responsabilizou politicamente o Presidente da República, Daniel Chapo, pelos recentes assassinatos de militantes afectos ao seu partido, o ANAMOLA. Em declarações à imprensa, o político criticou severamente o silêncio mantido pelo Chefe de Estado perante as ocorrências, classificando a postura governamental como uma evidente falta de compromisso institucional.
A tomada de posição surge na sequência do assassinato de mais um membro da organização política, ocorrido na última sexta-feira, no distrito de Mopeia, província da Zambézia. Mondlane garantiu ter canalizado denúncias detalhadas e devidamente documentadas a várias instituições do Estado moçambicano com vista à obtenção de respostas céleres, apontando, no entanto, a inércia dos órgãos competentes.
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A sucessão de episódios violentos tem aumentado a apreensão no panorama político nacional, suscitando crescentes preocupações quanto à salvaguarda da integridade dos opositores e à responsabilização criminal dos autores materiais e morais dos crimes.
