O Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM) alertou para o crescimento substancial de particulares e empresas a prestarem serviços de entrega de correspondências e bens de forma inteiramente ilegal no país.
De acordo com a autoridade reguladora, a rápida digitalização do mercado e a ausência de uma associação formal dos operadores do ramo constituem os factores determinantes para a proliferação destas actividades não licenciadas.
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Actualmente, operam de forma legal em Moçambique 38 empresas no sector dos serviços postais. Contudo, o INCM reconheceu que não dispõe do número exacto de entidades clandestinas em actividade, nem dos valores totais que o Estado moçambicano deixa de arrecadar anualmente devido à falta de registo legal dessas operações.
Sem um interlocutor único para articular com as empresas licenciadas, a instituição reguladora desafiou os operadores a organizarem-se em associação patronal para defender os interesses da classe e combater a concorrência desleal. A tomada de posição ocorreu nesta sexta-feira, durante uma reunião de trabalho entre a direcção do INCM e os representantes do sector, realizada na cidade de Maputo.
