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Economia

Governo e TotalEnergies mantêm impasse sobre custos do projecto de gás em Cabo Delgado

O Governo moçambicano e a multinacional TotalEnergies continuam sem consenso sobre as reivindicações financeiras e o tempo de extensão do contrato para o projecto Mozambique LNG.
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O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, e o presidente executivo da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, continuam sem alcançar um consenso para dirimir as divergências financeiras relativas ao empreendimento Mozambique LNG, orçado em 20 mil milhões de dólares norte-americanos, na Área 1 da Bacia do Rovuma.

De acordo com publicações especializadas do sector energético, o desentendimento decorre das exigências financeiras apresentadas pela petrolífera francesa na sequência da paralisação dos trabalhos durante perto de quatro anos. A suspensão sucedeu sob invocação da cláusula de força maior após as incursões armadas à vila de Palma, em Março de 2021.

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Apesar de a retoma formal das obras de construção ter ocorrido no final de Janeiro de 2026, as negociações em torno dos custos recuperáveis, calculados em cinco mil milhões de dólares, permanecem bloqueadas. A operadora reivindicou inicialmente essa quantia para cobertura de despesas preliminares incorridas durante o período de paragem forçada na província de Cabo Delgado.

Contudo, uma auditoria independente realizada pela empresa britânica Bayphase revelou disparidades entre os valores reclamados e os comprovativos documentais apresentados. A avaliação pericial apenas validou aproximadamente três mil milhões de dólares em despesas devidamente justificadas.

Paralelamente às questões financeiras, a operadora francesa requereu uma extensão contratual de 10 anos a título de compensação pelo intervalo de paragem das operações. O executivo moçambicano recusou a proposta na totalidade, sustentando que qualquer dilatação no prazo da concessão deve circunscrever-se rigorosamente ao tempo real de interrupção dos trabalhos, quantificado em quatro anos e meio.

Não obstante a ausência de acordo negocial entre as lideranças, os trabalhos de engenharia no terreno prosseguem no distrito de Palma, onde mais de 10.000 operários estão em actividade no complexo de Afungi para erguer as infra-estruturas de suporte. A calendarização operacional em vigor aponta para a exportação dos primeiros carregamentos de gás natural liquefeito no primeiro semestre de 2029.

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Redação:

Jornalista e redator no portal Radar Nacional (rn.co.mz), cobrindo as principais atualidades de Moçambique e do mundo.

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