O suposto proprietário de uma fábrica clandestina dedicada à transformação de óleo queimado em gasóleo foi detido no fim da tarde do passado sábado, no distrito de Dondo, província de Sofala. As autoridades aplicaram ainda uma coima de pouco mais de 325 mil meticais devido ao despejo ilegal de resíduos sólidos e perigosos.
A detenção foi confirmada no início desta semana na sequência de constantes denúncias relativas a poluição ambiental e a um incêndio registado nas imediações do recinto fabril. De acordo com Domingos Ncuinda, delegado provincial de Sofala da Agência Nacional para o Controlo de Qualidade Ambiental, a entidade visada apenas apresentou uma licença ambiental geral e um plano de gestão, não dispondo de qualquer autorização legal para a produção de combustível com base em óleos residuais.
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Relatos de residentes e trabalhadores de empreendimentos vizinhos apontam que a infra-estrutura, gerida por cidadãos estrangeiros de nacionalidade asiática, vinha a descarregar substâncias viscosas e de odor nauseabundo num terreno baldio localizado nas traseiras da propriedade, afectando directamente campos agrícolas comunitários e destruindo culturas alimentares de milho e couve.
A crise ambiental agravou-se quando uma queima de resíduos, alegadamente iniciada para reduzir o volume acumulado a céu aberto, descontrolou-se e alastrou-se na zona contígua. O fogo ameaçou infra-estruturas operacionais vizinhas e linhas de transporte de energia eléctrica, gerando alarme entre os residentes locais. As autoridades continuam a aprofundar as investigações em torno dos crimes ambientais e da laboração ilegal da referida unidade.
